Atendimento ao paciente Aspectos psicológicos do diabetesA importância das questões psicossociais ligadas ao diabetes tem sido reconhecida desde que o diabetes tem sido entendido como doença. Pacientes com diabetes necessitam não só integrar o regime de tratamento em sua vida cotidiana, mas também lidar as complicações do diabetes associadas a tarefas das diversas fases evolutivas do desenvolvimento do indivíduo (desenvolvimento da autonomia e separação da família na adolescência, desenvolvimento de atividades no trabalho e na família, na idade adulta). Dessa forma, muitos pacientes enfrentam um estresse emocional e problemas de motivação durante o curso do seu tratamento e manejo do diabetes. A realidade do cuidado com o diabetes é que mais de 98% deste é provido pelo paciente. Dessa maneira, o paciente é o ponto de controle e de tomada de decisões no tratamento diário da doença. Desse modo o diabetes pode ser considerada uma doença crônica auto-controlada pelo paciente. O tratamento da doença pode ter um impacto significativo em muitos aspectos da qualidade de vida do paciente. Questões como trabalho, relações interpessoais, atividades sociais, bem-estar físico e emocional podem ser extremamente afetadas pelo diabetes e seu tratamento. O diabetes é uma doença que demanda um esforço constante do paciente, afetando, em grande parte, a qualidade de vida destes e de seus familiares. O sofrimento psicológico geralmente acomete pessoas com diabetes e está freqüentemente associado a diversas dificuldades ligadas ao enfrentamento da rotina diária do tratamento e ao medo de desenvolver complicações futuras decorrentes. O sofrimento psicológico não é somente difícil de suportar, mas também pode impedir que o paciente assuma comportamentos de auto-cuidado, comprometendo o controle glicêmico. Devido à necessidade de mudanças de comportamento, o manejo psicológico do paciente e a identificação de problemas emocionais podem ser decisivos para um tratamento bem sucedido do diabetes. A identificação dos problemas emocionais, especialmente aqueles relacionados à aceitação da doença e às suas possíveis limitações, poderá favorecer intervenções que levem a modificações de comportamento apropriadas. É importante que o paciente saiba muito sobre a sua doença, lendo livros sobre como cuidar e viver melhor com o diabetes, conversando com outros portadores da doença e questionando aspectos do tratamento com o médico responsável. Deste modo, o paciente aprende as noções básicas da doença e pode encontrar, junto com a equipe médica, uma maneira de viver bem com o diabetes, levando em consideração seu estilo de vida e hábitos adquiridos. O reconhecimento de tais dificuldades emocionais é o passo primordial na busca de intervenções que visem auxiliar os pacientes e suas famílias a conviverem melhor com o doença. Sabe-se que os sujeitos portadores da doença são os grandes responsáveis pelo seu auto-cuidado, porém; é o profissional da saúde que tem a obrigação de alertar o paciente para que este possa usufruir de uma vida saudável, com uma menor incidência de complicações e evitando, assim, a morte prematura. Sites interessantes: http://www.joslin.org/jboston/classes.shtml http://www.joslin.org/education/library/index.shtml#guidelines http://www.joslin.org/managing/discussion.shtml